Produção da Plataforma

       As ações de implantação da rede de apoio foram estabelecidas no início da criação da plataforma com o objetivo de habilitar laboratórios, para que estivessem aptos a realizar o exame de RT-PCR para o coronavirus. O Instituto Butantan realizou um estudo de capacidade e mapeamento de tecnologia, a fim de estabelecer todo o cenário para processamento e produção de exames dentro da plataforma.

       Neste mesmo período, para o suporte no recebimento de amostras de exames na capital paulista, foi estabelecido um nova área no Instituto Adolfo Lutz Central em parceria com o Instituto Butantan, o qual aportou mão de obra e deu suporte na implementação, deste novo processo. Esta área tem capacidade para triagem de 4000 amostras, oriundas da capital e do interior, e distribuí-las para a rede de apoio, assegurando o correto recebimento das amostras pelos laboratórios executores.

       Hoje, a Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus conta com uma rede de 29 laboratórios, sendo 13 deles parte do Instituto Adolfo Lutz, 1 laboratório estratégico no Instituto Butantan e mais 15 laboratórios de apoio (Figura 2), todos integrados para produção dos exames da plataforma e sob a coordenação do Butantan.

       A gestão da produção de exames pela plataforma está baseada na análise diária de dados e geração de estatísticas, por meio de relatórios de inteligência, que dão suporte ao balanceamento das demandas em toda a rede. O sistema minimiza a geração de filas e maximiza o fluxo logístico e a liberação de exames. Todas as informações seguem para um dashboard (relatório de inteligência) (Figura 2), que traz um panorama da rede e serve de fonte de tomada de decisões para otimização do processo na plataforma.

       No que diz respeito à Logística da plataforma, a mesma está baseada regionalmente, considerando a geografia das unidades regionais do Adolfo Lutz como referência, sendo cada uma delas associada a um ou mais laboratórios de apoio, de tal maneira a atender as demandas (Figura 5). No caso de excedentes em uma determinada região, a demanda é direcionada a outra região que possa acomodá-la, a fim de manter o balanço da rede e o fluxo de produção de exames.

       Atualmente, a Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus recebe em média 11.000 exames/dia em todo Estado e tem liberado resultados dentro da mesma proporção e, além disso, a rede cada vez mais tem ampliado suas iniciativas para que possa atender todas as demandas e obter os resultados esperados. Além da gestão de inteligência dos dados, o Instituto Butantan trabalha constantemente para implementar novas ações de melhoria, que passa desde a otimização do fluxo logístico e o suporte aos laboratórios de apoio, até investimentos em seu laboratório interno para aumento de capacidade para atendimento da rede.


Figura 5.
Mapa da rede de LABS COVID-19.