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O Instituto Butantan foi fundado por Vital Brazil
em fevereiro de 1901 para a produção do soro antipestoso, no combate a epidemia de peste
bubônica que surgia no Porto de Santos.

Os soros e vacinas produzidos naquela época
não obedeciam às normas de qualidade,
segurança e eficácia que são requeridas hoje
para produtos farmacêuticos.

A prioridade inicial do Instituto era produzir soros antivenenos com especificidade para serpentes da América do Sul.

Desde então a Divisão de Produção concentra esforços para melhorar todo o processo de fabricação, principalmente dos esquemas de imunização de eqüídeos com a introdução de bolsas plásticas duplas para sangria dos animais.

Estas bolsas permitem a separação do plasma de forma que as células do sangue podem retornar ao animal melhorando o seu bem estar e conseqüentemente uma melhor produtividade.

O Instituto Butantan através do seu Centro de Biotecnologia desenvolveu uma nova planta de processo em sistema fechado levando se em conta as Boas Práticas de Fabricação (BPF), com capacidade de produzir até 1.000.000 de ampolas/ano.

Além da produção de soros antitóxicos e antivenenos o Instituto produz soro antilonomia (uma lagarta que produz um veneno fatal), antiveneno de abelha e soro anti-botulínico.

Embora todos os soros possuem uma estabilidade garantida, alguns lotes foram liofilizados para o Exército Brasileiro, podendo chegar a regiões remotas do país suportando uma variação no seu acondicionamento. Isto se deve à instalação de uma nova planta de liofilização.

Em função da melhora da estabilidade do soro purificado e também do crescimento populacional em centros urbanos em função do êxodo rural, a demanda da produção de antivenenos vem diminuindo gradativamente.

Sendo assim, o Instituto Butantan vem oferecendo os seus soros e a sua planta para produção de antivenenos para outros países.

Novos Produtos Desenvolvidos

Em colaboração com o Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o Instituto vem produzido o soro anti-timocitário, obtido através da imunização de equídeos com células de timo obtidas em cirurgia infantil. Este soro é usado nos casos de rejeição aguda de transplantes.

O Centro de Biotecnologia vem desde 1990 usando bioreatores para produção em larga escala de anticorpos monoclonais.

O anti-CD3, usado também nas rejeições agudas de transplantes, é fornecido para o Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.