laboratório de artrópodes​​

 

 Editor de Conteúdo ‭[2]‬

 

Responsável

Dra. Fan Hui Wen – fan.hui@butantan.gov.br

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Objetivo geral

O Laboratório de Artrópodes tem por objetivo realizar a criação e manutenção de espécies de aranhas (Loxosceles gaucho, Phoneutria nigriventer), escorpiões (Tityus serrulatus) e outras espécies de interesse institucional, objetivando a obtenção dos venenos tanto para a produção de imunobiológicos como para pesquisas desenvolvidas nos laboratórios do Instituto Butantan. Realiza também pesquisas sobre artrópodes, sobretudo voltadas para manutenção em cativeiro.

Loxosceles (aranha-marrom)

O laboratório possui cerca de 25.000 exemplares de Loxosceles gaucho, provenientes de coleta em campo e reprodução em cativeiro. Além de L. gaucho, outras espécies (L. laeta e L. intermedia) são mantidas em pequena escala, com intuito de promover pesquisa sobre biologia e seus respectivos venenos.

No laboratório é realizado o acasalamento das espécies de L. gaucho, cujas fêmeas serão as matrizes produtoras de ootecas (bolsa de ovos). Após o nascimento, os filhotes são mantidos até o penúltimo estágio juvenil, sendo feita a manutenção e manejo dos exemplares até que atinjam a maturidade, quando são destinadas à extração de veneno.


Phoneutria spp (aranha armadeira)

As aranhas são oriundas da criação de filhotes, da recepção de animais peçonhentos e das coletas em campo realizadas no estado de São Paulo, principalmente. São mantidos aproximadamente 100 exemplares de P. nigriventer para extração de veneno em viveiros individualizados de acordo com o tamanho e estágio de desenvolvimento. São alimentadas a cada 15 dias e extraídas mensalmente.


Tityus spp (escorpião)

São mantidos escorpiões da espécie Tityus serrulatus para extração de veneno destinado à produção de soro antiaracnídico e antiescorpiônico. Os animais são oriundos da recepção individual e de prefeituras do estado de São Paulo e de outras regiões, além de coletas periódicas para obter diversidade regional da espécie. São mantidos em viveiros coletivos com até 300 indivíduos, onde recebem alimento (insetos) a cada 15 dias e são extraídos a cada 90 dias. Também são mantidas espécies diferentes (T. bahiensis, T. stigmurus, T. obscurus) com o objetivo de estudo de venenos, desenvolvimento e biologia.


Criação Suporte

O laboratório mantém uma criação suporte de aproximadamente 50.000 grilos (Gryllus sp) e baratas (Blaberidae e Blattidae), que visa atender a demanda de alimentos (presas) fornecidos às aranhas e escorpiões em cativeiro.


Linhas de pesquisa

Estudos envolvendo reprodução, comportamento e alimentação das aranhas e escorpiões mantidos no laboratório são realizados com o objetivo de ampliar o conhecimento já existente sobre as espécies, determinar a maneira mais eficiente de mantê-los em cativeiro e aumentar a quantidade de veneno extraído e a longevidade dos animais. Outras linhas de pesquisa abrangem taxonomia em Mygalomorphae, Scorpiones, Myriapoda, bem como taxonomia e evolução em Araneae.

Identificação de Artrópodes

O laboratório participa da prestação de serviço ao público na identificação de animais de importância médica, e orientação na prevenção de contatos com esses artrópodes.​

 

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