Você no Butantan: Glaucia Colli Inglez

Amante de futebol e vôlei nas horas vagas, Glaucia Colli Inglez, 74, é colaboradora do IB há quase duas décadas. Bióloga por formação, sempre esteve envolvida na área da educação atuando como professora. Hoje, realiza um importante papel na instituição, como diretora do Museu de Microbiologia.

Em conversa com o Butantan Notícias, ela falou sobre o quanto se sente realizada por trabalhar no instituto e sobre a sensação de compartilhar novos conhecimentos com os visitantes do Museu.

Butantan Notícias - Há quanto tempo você trabalha no Butantan?

Glaucia Colli Inglez - Eu comecei a trabalhar no Instituto em 2002, há 17 anos. Tudo começou por meio do meu trabalho anterior, como professora. Sempre atuei nessa área da educação, trabalhei em faculdades e nos últimos 12 anos, como professora, me dediquei ao Ensino Médio. Lá eu ensinava tudo o que tinha nos matérias didáticos da escola e passava aos alunos sempre os mesmos exercícios, não tinha novidade, era maçante, repetitivo, isso começou a me incomodar. Foi quando entrei em contato com o professor Isaías Raw (um dos pesquisadores mais renomados da história do Butantan). Nós nos conhecemos quando eu estava na faculdade, pois tive aula no departamento dele de bioquímica, então vim ao Butantan para procurá-lo e ver se ele ainda tinha os kits de materiais didáticos que usávamos nas aulas. Ele, muito atencioso, me disse que sim, porém que eu teria que fazer uma releitura desse material, afinal era antigo, da década de 70. Eu aceitei, foi aí que nasceu o kit que o Museu de Micro tem até hoje. A partir daí, comecei a frequentar o Butantan para buscar esse material, que era utilizado e muito bem aproveitado em minhas aulas. Num desses nossos encontros, ele mencionou que estava construindo o Museu de Microbiologia e me convidou para sua inauguração, em 2002. Assim que inaugurado, o Isaias me chamou para ser a coordenadora da parte pedagógica do Museu, onde atuo até hoje.

BN - Qual é a sua principal lembrança do Butantan?

Glaucia - Olha, trabalhar aqui é ter uma surpresa a cada dia. Eu vibro o que faço. Adoro o relacionamento que tenho com os grupos escolares que visitam o Museu, os visitantes em si, a equipe que trabalha comigo. Então não tem algo que me marque, mas, sim, todo o conjunto. Só o fato de trabalhar no Instituto Butantan já é uma grande lembrança, pois amo o que faço aqui.

BN - Você tem algum hobby nas horas vagas?

Glaucia - Ah, eu curto os meus três netinhos. Aproveito que eles estão pequenos e ainda gostam de ficar comigo, vai chegar uma hora que eles não vão mais querer saber de ficar com a vovó (risos). Além disso, adoro assistir futebol, sou Corintiana fanática, desde a barriga da minha mãe, gosto bastante de assistir aos jogos de vôlei também e de vez em quando arrisco ler um livro.

BN - Então, você é Corintiana fanática? Frequenta aos jogos?

Glaucia - Sim, eu sou! Hoje eu não vou mais, mas já fui em jogos até quando estava grávida. Uma vez, no Pacaembu, não tinha lugares para eu sentar, o estádio estava lotado, eu sentei nas escadas da arquibancada mesmo.

Adoro futebol, jogos bonitos, de grandes dribles, passes, parece até uma dança de balé. Admiro a inteligência rápida de um jogador. Meu filho mais velho, Marcelo Colli Inglez, foi jogador de futebol, por sinal, muito bom, tinha uma ótima visão de campo, foi até para Alemanha jogar no Eintracht de Frankfrut.

BN - Qual seu estilo musical preferido?

Glaucia - Música brasileira, como Elis Regina e Roberto Carlos. Gosto muito da música “Emoções”, pois a letra diz “não importa se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”, e na idade que estou, já vivi muitas emoções, boas e ruins, faz parte da vida, né?

BN - O que o Butantan representa para você?

Glaucia - Minha vida! Trabalhar no Butantan faz com que eu me sinta viva. Com a idade que eu estou, era para eu estar em casa fazendo crochê e cuidando dos meus netinhos, mas eu amo tanto o que faço, me dedico, me sinto realizada. É muito bom poder compartilhar novos conhecimentos com as pessoas, sei que acrescento à vida delas, nem que seja só com uma sementinha. Enfim, eu me sinto viva!

 

(por Fernanda Ribeiro)​