Museu Emílio Ribas inicia reforma

O Museu de Saúde Pública Emilio Ribas, ligado ao Instituto Butantan, inicia nesta sexta-feira, 15 de dezembro uma grande reforma nas áreas técnicas de guarda e tratamento dos acervos, adequando-as para a melhor preservação do local. Durante o período, o local ficará fechado para visitação. 

As salas destinadas à exposição deverão ser readequadas, garantido ao público conforto e segurança durante a visita. Além disso, é preocupação do Instituto Butantan a manutenção do patrimônio arquitetônico, caracterizado por ser uma das primeiras edificações de saúde paulista construídas no final do século XIX. 

Os espaços externos do complexo, onde era o antigo Desinfectório de São Paulo, também passarão por reforma e após a conclusão será possível desenvolver ações educativas para diferentes públicos. 

O acervo interno, composto de documentos de arquivo, museológico e bibliográfico, vai receber todo tratamento técnico relacionado à sua conservação e disponibilização para o público durante o período de obras. 

O objetivo é torná-lo acessível aos conteúdos sobre a saúde pública paulista, mote de nova exposição que deverá ser inaugurada quando o Museu for reaberto.        

  “Espera-se, que o conjunto das reformas, bem como a inauguração da exposição, coloque o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas no cenário do circuito cultural e de lazer do centro da cidade de São Paulo” afirma o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. 

Histórico 

O Museu de Saúde Pública Emílio Ribas fica no tradicional bairro do Bom Retiro, na rua Tenente Pena, 100. Especializado em história da saúde pública, o museu está instalado num edifício construído em 1893, e reconhecido como patrimônio cultural de São Paulo. 

O local abrigou o antigo Desinfectório Central – um dos primeiros equipamentos de saúde pública, cuja presença física estimula a curiosidade sobre o desenvolvimento das ciências biomédicas e das políticas públicas na área da saúde. 

Em 2010, o Museu foi transferido para o Instituto Butantan, integrando-se à estrutura do Centro de Desenvolvimento Cultural. Atualmente, oferece acesso aos acervos históricos para pesquisa e elaboração de aulas; além de promover exposições e atividades educativas.​