Bombeiros passam por treinamento inédito para analisar segurança de árvores usadas como apoio nas ações de salvamento

O Instituto Butantan realizou, durante os meses de outubro e novembro, um treinamento inédito para equipes do Corpo de Bombeiros afim de ensinar aos profissionais técnicas para a identificação biológica de árvores e galhos em situação de risco, que não podem ser utilizados como apoio durante as operações de resgate. O treinamento foi dado no próprio parque do IB e mais de 300 profissionais foram capacitados. 

O treinamento foi realizado pelo analista de meio ambiente Renan Rodrigues e pela bióloga Alissandra Lopes Lima, especialistas da Equipe de Manejo Arbóreo Preventivo, que é vinculada à Gerencia de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do Instituto Butantan. O objetivo era reduzir o índice de acidentes de trabalho em campo, no dia a dia, visto que os bombeiros frequentemente usam as árvores e galhos como apoio para suas ações de salvamento. A capacitação também levou em conta a aproximação dos meses mais chuvosos do ano.

“Orientamos para que ao subir em uma árvore, eles [os bombeiros] façam uma análise se há cupim, se ela esta oca e se o estado fitossanitário está crítico. Tem sido muito satisfatório o resultado do treinamento”, ressalta a engenheira Vanessa Vilches, que é gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do Butantan.

Os participantes se reuniram em grupos de 20 a 30 pessoas e participaram de aulas teóricas no Corpo de Bombeiros, sobre avaliação dos fatores de risco e de aulas práticas no parque do Butantan, para aprenderem as metodologias de avaliação visual, as técnicas de poda e remoção de árvores, além de manejo dos equipamentos com segurança.

O bombeiro militar e engenheiro ambiental Murilo Vieira Peixoto Davila avalia que a atividade foi de extrema importância aos profissionais. “A árvore é um objeto de trabalho dos bombeiros. Quanto mais tiverem um aprendizado morfológico e fitossanitário, melhor irão interpretar se a situação é de risco ou não e evitaram de se expor demasiadamente”, diz Davila.

(por Fernanda Ribeiro)