​​Mais que humanos. Arte no Juquery

 

 Editor de Conteúdo ‭[1]‬

 
de agosto de 2016 a fevereiro de 2017
no Museu Emílio Ribas (Bom Retiro)
abertura - 20 de agosto de 2016, às 11h

apresentação
O Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, do Instituto Butantan, e o Museu Osório César, do Complexo Hospitalar do Juquery, firmaram uma parceria inédita para organizar eventos culturais entre os meses de agosto de 2016 e fevereiro de 2017. Com o objetivo de dar visibilidade à história da saúde mental, a programação, além da exposição de obras de arte, englobará atividades culturais, debates e sessões de cinema, além de oficinas e exposição de autorretrato, entre outras ações.

O primeiro resultado da parceria será a exposição Mais Que Humanos. Arte no Juquery, realizada no Museu Emílio Ribas, com obras do acervo de artes plásticas do Juquery, com organização de Ricardo Resende, curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea. Serão expostas mais de 100 obras de pacientes que estiveram em condição manicomial e frequentaram o Ateliê Livre criado pelo psiquiatra Dr. Osório César, na década de 1950: esculturas em argila, pinturas e também algumas peças do mobiliário histórico da instituição.
Para dialogar com a mostra, o artista Ivan Grilo, conhecido por um trabalho reflexivo a partir de evidências históricas presentes em arquivos, museus e edificações, produziu uma obra especialmente para a exposição.

histórico do acervo
catálogo da mostra


programação cultural


TOQUE
instalação em processo - autoria compartilhada

A instalação de parede TOQUE é conjunto modular de autorretratos em relevo, instalado de forma a estimular o toque por parte do observador, incluindo pessoas sem visão. Um trabalho que discute vínculos e tensões entre identidade individual e identidade coletiva, na sociedade contemporânea.
Os autorretratos são realizados por dezenas de convidados – pessoas com formação artística ou não, pessoas com deficiência, pacientes psiquiátricos, entre outros. Esses relevos, trabalhados em papel machê, são fruto de uma produção em rede, que vem sendo estruturada desde o início de 2016 e abarca diferentes municípios paulistas. 

 Imagens e Sons do Inconsciente

A mostra Imagens e Sons do Inconsciente, realizada como complemento cinematográfico da exposição Mais que humanos – Arte no Juquery, segue exibindo diversos registros da loucura: a potência criativa, a violência do confinamento, os métodos científicos, os aspectos individuais e sociais. Desde as fotografias das pacientes histéricas de Charcot, a loucura tem sido captada pelas artes da imagem de maneira a evidenciar nos gestos as fronteiras visíveis entre o inconsciente e o consciente. Ao longo de sua história, o cinema narrou a loucura, registrou suas formas, analisou instituições e até contribuiu para a classificação de patologias em sua vontade de tudo mostrar. 

26.11.2016
Filme: No reino das mães (1984), dirigido por Leon Hirszman
O filme compõe o longa-metragem Imagens do Inconsciente. 
A sessão conta  com os comentários de Denise de Castro, educadora e terapeuta, coordenadora da instituição de ensino Corpo Intenção e autora de O método Corpo Intenção (Summus, 2016).
14h15
Museu de Saúde Pública Emílio Ribas
Rua Tenente Pena 100
Bairro Bom Retiro
11 2627 3880

oficina 1 
1 e 2 de setembro
13h30 às 17h
Museu de Saúde Pública Emílio Ribas

oficina 2
6 e 7 de outubro 
13h30 às 17h
Museu de Saúde Pública Emílio Ribas


vagas limitadas.
pessoas acima de 16 anos de idade
o material da oficina será fornecido pelo Museu
 
 



intervenção urbana – Casa Rodante
22 de agosto
10h

Nas ruas, o efêmero e o contínuo se entrecruzam a todo o momento, deixando suas marcas no imaginário urbano. Invisível e visível, o desejo, irmão da imaginação e do testemunho, produz seus espaços e se faz político justamente quando agenciado coletivamente, pois resiste e inventa novos modos de ver e sentir. Em parceria com o Museu de Saúde Pública, a Casa Rodante - parte integrante da Casadalapa, coletivo multidisciplinar de artistas e aliadxs – irá ocupar as ruas e calçadas do Museu no dia 22 de agosto, das 10 às 16h, trazendo o fluxo da vizinhança ao encontro do imaginário poético e político das ruas através dos sons, das imagens, das palavras, dos encontros afetivos. O convite é para estar e fazer, coletivamente. Em parceria com a SMDHC, a Casa Rodante atualmente realiza ações de intervenção urbana e vizinhança, Redução de Danos e mediação cultural no bairro da Luz/Campos Elíseos, território da cracolândia. 


Mesa-redonda “Arte e Loucura”
21 set 2016
14h
 
As fronteiras entre loucura e razão na criação artística e na saúde serão tematizadas em mesa-redonda no Museu de Saúde Pública Emílio Ribas. O debate faz parte da programação da Exposição “Mais que humanos. Arte no Juquery” em cartaz no Museu até fevereiro de 2017.

Compõe a mesa:

Edson Passetti
cientista social, professor associado da PUC-SP, pesquisador em Ciência Política, foi coordenador do Projeto “Ecopolítica: governamentalização planetária, novas institucionalizações e resistências”. Atualmente coordena o NuSol – Núcleo de Sociabilidade Libertária da PUC-SC.

Elizabeth Lima
professora do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo e orientadora no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Unesp-Assis. É uma das fundadoras do Laboratório e Estudos e Pesquisa Arte, Corpo e Terapia Ocupacional. Em suas pesquisas investiga as relações entre arte e saúde com enfoque em práticas que conectam os processos criativos à produção de subjetividade.

Ricardo Resende
mediador, curador da exposição “Mais que Humanos. Arte no Juquery” e do Museu Bispo do Rosário – RJ 




Jackson Pollock. Convergence. 1952. Algright – Knox Art Gallery. Nova York. 

Literatura e loucura, ambas são linguagem e é nesse plano que as fronteiras se tornam difusas e uma linha de fuga vibra em movimentos mistos. Pois se há fala delirante na literatura, há no delírio da loucura a fala articulada.  Nesse espaço movediço, onde a fala se perde entre um espaço e outro, onde a loucura fala pela literatura e a literatura fala pela loucura, emerge o que desejamos tratar em nossas conversas.

Não desejamos debates, discussões, “aulas” sobre os nomes que nos propusemos trazer, mas encontros movidos pela conversa que nos deixa afetar sem tomadas de posições, sem endurecimentos prévios e sem, principalmente, estabelecermos “re-cristalizações” promovidas pela fala especializada. Propomos um espaço livre pelo qual o movimento em torno das falas possa ser estabelecido ao longo do próprio processo.


cine-debate


​​​​​​​​​​​​​​​​Ficha Técnica

Curadoria: Ricardo Resende
Curadoria Educativa: Lilian Amaral
Artistas convidados: Ivan Grillo Hélio Schonmann
Coordenação: Josiane Roza de Oliveira e Pier Paolo Bertuzzi Pizzolato
Equipe: 
Museu Emílio Ribas
Maria Talib Assad, Elisandra Gasparini, Sergio de Simone, Roque Fernandes
Mediadores: Luiz Gustavo Ramaglia Mota; Rodrigo Ramos Galvão; Yuri 
Museu Osório Cesar
Edna Balduino; Regina de Moraes Silva; Marilza Alves Dell Orti; Raquel Alves dos Santos Souza
Conservação Museológica: Ateliê Deisy Estra

Ricardo Resende, mestre em História da Arte pela ECA-USP, tem carreira centrada na área museológica e organização de exposições. Trabalhou no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; foi curador do Museu de Arte Moderna de São Paulo; diretor do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura; diretor do Centro de Artes Visuais da Fundação Nacional das Artes-Funarte- Minc; diretor geral do Centro Cultural São Paulo e, atualmente, é o curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.

Pós-doutora em Arte e Cultura Visual pela UFG e em Arte, Ciência e Tecnologia pelo IA/Unesp e Universidade de Barcelona – ES. Doutora e Mestre em Artes pela ECA-USP e Universidade Complutense de Madrid. Artista Visual, curadora e pesquisadora no campo da Arte Urbana Contemporânea em contexto Latino-americano e Europeu. Curadora no campo da arte, memória e esfera pública contemporânea. lilianamaral@uol.com.br

Vive e trabalha em Itatiba, Brasil. 
Graduado em Artes Visuais pela PUC-Campinas, 2007 
Em 2015, exibiu a individual "Eu quero ver", na Casa Triângulo. Em 2014, além de exibir a individual "Quando Cai o Céu", no Centro Cultural São Paulo, participou das coletivas: "Novas Aquisições da Coleção Gilberto Chateaubriand", no MAM e "Pororoca, a Amazônia no MAR", no Museu de Arte do Rio. Em 2013 exibiu "Estudo para medir forças" na Casa França- Brasil, integrando o Projeto Cofre; além de ser premiado no edital ProAC Artes Visuais, do Governo do Estado de São Paulo. Em 2012 recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia. Dentre suas principais exposições individuais estão: "Sentimo-nos Cegos", na Luciana Caravello Arte Contemporânea, "Quase/Acervo", no Museu da República, e "Ninguém", no Paço das Artes. Dentre as principais coletivas estão: Bienal MASP Pirelli de Fotografia, em São Paulo, 2nd Ural Biennial of Contemporary Art, na Rússia, 16a Bienal de Cerveira, em Portugal, e Arte Pará, no Museu Histórico do Estado do Pará. Tem obras nos acervos Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand [MASP], Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM-SP], Museu de Arte do Rio [MAR], Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/Coleção Gilberto Chateaubriand [MAM-RJ], Fundação Bienal de Cerveira, entre outros.

Hélio Schonmann
Artista visual e professor. Frequentou, nos anos 70 e 80, o Atelier de Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall, em São Paulo, onde assumiu posteriormente o cargo de orientador (1979/83). No final dos anos 90, incorporou a instalação e a gravura em seu fazer artístico, tendo recebido orientação de Evandro Carlos Jardim. Realizou mostras individuais e vem participando de mostras coletivas e trabalhos colaborativos de arte urbana no Brasil, Argentina, Alemanha, Itália, China, Cuba, México e França. Sua obra está presente no acervo de instituições públicas e privadas, como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Botucatu, Museu Olho Latino (Atibaia), entre outros. A partir de 2009 iniciou um trabalho de coordenação de projetos de arte pública colaborativa e curadoria dos ciclos de mostras coletivas VI(VER), duplamente premiados pelo ProAC SP, Reside e trabalha  atualmente na cidade de Louveira, SP.
 

 Editor de Conteúdo ‭[2]‬

 

Untitled-7.png

somImagem.png