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LABORATÓRIO ESPECIAL DE BIOFÁRMACOS
EM CÉLULA ANIMAL



Diretor de Serviço:

Moro, Ana Maria PhD PqC VI



Quadro de pessoal:

Rodrigues, Maria Teresa Alves, PhD Pesquisador Científico)

Garbuio, Angélica (estudante de mestrado)

Melo, Fernanda Lima Souza (estudante de iniciação científica)

Novo, Juliana Branco (estudante de aperfeiçoamento)

Taga, Noemi Morimatsu (estudante de mestrado)

Batista, Silmara Aparecida (auxiliar de laboratório)

Bertolino, Dirceu Carlos (técnico)

Oliveira, José Marcelino (tecnólogo)

Oliveira, Sonia de F. Gomes (auxiliar de laboratório)

Pires, Neide Campos (auxiliar de laboratório)

Silva, Edson Luiz (técnico)

Silva, Maria José (auxiliar de laboratório)

Targino, Roselaine Campos (biologista)



O
bjetivo Geral da Unidade:

De projetos iniciados no Centro de Biotecnologia foi derivado o Laboratório de Biofármacos em Célula Animal, em Outubro de 2001, em conseqüência do estado de desenvolvimento alcançado. O domínio de tecnologias relacionadas ao cultivo de células animais em larga escala tem o objetivo de produzir biofármacos sintetizados por essas células.

Atualmente a unidade está orientada para a obtenção de Eritropoetina Humana Recombinante e Anticorpos Monoclonais. Células de mamíferos têm potencial elevado como veículo para produção de biofármacos biologicamente ativos, muitos dos quais, devido à complexidade da sua estrutura, não podem ser produzidos em sistemas de bactérias e leveduras.

Linhas de pesquisa atuais:

Eritropoetina é um hormônio glicoprotéico que regula o número de eritrócitos no sangue. Nos adultos é produzido principalmente pelos rins em resposta ao decréscimo de hemácias circulantes e processos oxidativos.. Exerce papel na proliferação, diferenciação e sobrevivência da linhagem das células vermelhas do sangue. Doenças que envolvem o parênquima renal resultam na supressão da síntese da eritropoetina, causando anemia de severidade variável, podendo ser muito grave.

O gene da eritropoetina humana foi clonado e transfectado em células CHO, as quais, através do seu cultivo, sintetizam o hormônio. A eritropoetina é purificada do sobrenadante do cultivo. Os beneficiários do seu uso são pacientes renais crônicos, pacientes sob quimio ou radioterapia e pacientes de AIDS.

Anticorpos monoclonais (MAbs), produzidos por hibridomas criados em laboratório, podem ser utilizados em imunoterapia, sendo um dos principais usos o controle da rejeição aguda em transplante de órgãos. Para essa finalidade os MAbs úteis são aqueles que reconhecem determinantes específicos na superfície de células envolvidas nos processos de rejeição, como anti-CD3, anti-CD18 (também para controle de processos inflamatórios) e anti-CD4, potencialmente útil para induzir tolerância. Sendo de origem murina, os MAbs anti-CD3 e anti-CD18 estão sendo humanizados.

Sintetizados pelos hibridomas em cultivo, os anticorpos são purificados do sobrenadante. Um detalhamento do projeto consiste em ligar anti-CD3 à partículas magnéticas, permitindo seu uso na depleção de células T da medula óssea previamente ao seu transplante no receptor.